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18 de Agosto de 2019

Ai, o advogado respondeu o juiz com um joinha!

Ana Paula, Advogado
Publicado por Ana Paula
há 2 anos

Demorou, mas chegou! Mimimi jurídico. Ora, já não é suficientemente árdua a labuta na advocacia, para que os colega queiram jogar um fardo maior sobre os nossos ombros.

Explico.

O advogado Luiz Ronaldo da Silva confirmou o cumprimento de um acordo entre seu cliente e uma companhia aérea, ao cartório do Juizado Especial Cível de Palmital (SP), em uma linguagem não verbal: um singelo, mas categórico "joinha" encerrou a questão.

Pronto! Suficiente para os causídicos da formalidade exarcebada, que usam verborreicos só para terem suas peças indeferidas com classe, virem chorar a criatividade do colega que assegurou o seus honorários antes da velhice.

Paciência. Vi pessoas discutindo a validade do ato, e ainda julgando a atitude do colega por ter extrapolado o exercício de suas funções.

Faça-me o favor. A própria Justiça já usa mídias sociais para operar intimações, a Lei 9.099/95 fala em simplicidade, oralidade e informalidade dos atos (artigo 2º).

Tu preferes o nada a opor do Ministério Pública 10 anos depois que é intimado? Ou a audiência de conciliação ou instrução quando nossos netos já nasceram? Só por ser formal.

É muito mimimi e pouca instrução.

Minha opinião.

Fortaleza, 28 de agosto de 2017.

Ana Paula C. A. M. Sousa.

Advogada

Esp. D. Tributário

4 Comentários

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Obrigado pelo apoio Ana Paula. Aliás foi justamente com base nos princípios que regem o Juizado Especial que baseei minha petição. Só não entendi o porque desse mimimi todo por conta de uma coisa tão singela. Abç. continuar lendo

Oi Dr! Que bom que gostou da minha opinião! Tá certíssimo, e tenha a santa paciência, que povo bobo. continuar lendo

A procuração outorga ao advogado vários poderes, dentre os quais o de transigir (celebrar acordos), porém, tais acordos se dão por meio de Termos de Conciliação, nos quais deve constar a assinatura da parte, ou seja, do cliente. Se o cliente concordou, na audiência de tentativa de conciliação e assinou o termo de conciliação, então não há que se falar em invalidade do ato processual. continuar lendo

Colega, brilhante explanação. Nos tempos atuais, diante da imensa crise na prestação jurisdicional, menos é mais.
Já não cabe mais o uso longas peças para fazer simples requerimentos ou até mesmo informar cumprimentos. Um joinha, se rápido e efetivo, vale mais do que mil páginas! continuar lendo